Primeiramente gostaria de comunicar a todos que mudei o nome do blog.
Contando balela era um nome legal, mas eu ainda me incomodava com ele, por isso resolvi mudar para gastando em alta, em homenagem ao meu amigo Bernardo Queiroz (conhecido popularmente como Berna'Daygon).
No ano de 2003, não sei se já disse isso aqui, mas eu mudei de turno no colégio. Saí do turno da manhã, e da turma que eu estava desde 1997. Mudar e estudar de tarde pode ser uma coisa chata pra todos, muitos me diziam (e dizem) que estudar de tarde é horrível, que você perde o dia todo, não pode fazer mais nada, isso na verdade é um equívoco, pois, tendo um pouco de disciplina e organização, você consegue fazer as mesmas coisas, sem tem que acordar seis horas da manhã (o que sempre um pesadelo pra mim). Mas voltando ao assunto principal desse post, na turma em que eu entrei tinham vários tipos de pessoas, apesar de ser uma turma que não tinha aquelas panelinhas que tem em toda sala, mas os tipos estavam todos ali, um dia eu prometo fazer um post dedicado só aos tipos de pessoas que existem no colégio, mas hoje eu vou falar de um tipo especial: o idiota.
O idiota é aquele cara que nasceu pra ser sacaneado. Ele tem a cara de quem pede um montinho no meio da aula, ou uma bolinha de papel na cabeça enquanto está conversando com alguma menina. Aquele cara que quando nasceu o médico olhou pra ele e deu risada:
-Você é muito imbecil! HAHAHAHAHAHAHA!
Nesta nova turma o idiota se chamava Ian, que recebeu diversos apelidos, os mais populares foram Pipi e Cabeça de Machado.
Um belo dia, meus coordenadores e professores decidiram que a minha turma precisaria de um mapa de sala e, coinhecidentemente ou não, eu ficava ao lado de Ian, um colega meu chamado Gustavo sentava na minha frente e outra pessoa, que não me lembro quem, ficava na frente de Ian.
No dia sete de agosto, quinta-feira, estava eu viajando na maionese na aula de matemática do professor Fernandes, um negão de 2 metros que metia medo em todos os adolescentes de 14 anos.
Estava lá eu, perdido em pensamentos, quando recebo um bilhete de Gustavo:
"Olhe pra Ian, rápido!" - Dizia o bilhete.
Virei minha cabeça pra direita e vi que Ian estava mais viajando que eu, foi uma cena muito engraçada, Ian estava olhando pro professor fixamente com uma cara de "que porra esse cara tá falando?".
Então olhei pra minha borracha e antes que eu pensasse, ela estava saindo da minha mão, em uma trajetória retilínea que teve como alvo a cabeça de Ian, que despertou do seu momento de nirvana e deu um grito, devido ao susto que levou.
Pro meu azar, e pro azar de Gustavo, o professor interrompeu a aula e mandou que eu e Gustavo saíssemos da sala e fossemos pra sala da coordenadora Aline.
-Porque os senhores estão aqui? - Perguntou ela.
-Porque a gente tava perturbando Ian. - Respondi.
-Vocês acham isso bonito? Ficar pertubando o colega no meio da aula? Ele devia estar prestando atenção no assunto e agora? O professor teve que quebrar o raciocínio, parar o que estava explicando, porque vocês queriam fazer gracinha.
-Ian não tava prestando atenção, ele tava viajando.
-Você estava dentro da cabeça dele por acaso?
-Olhem, vocês estão suspensos da aula de matemática amanhã, levem esse papel e tragam assinado, da próxima vez, vocês ficaram suspensos a semana inteira.
Nesse momento eu gelei. Eu sabia que se eu chegasse em casa com um papel de suspensão, meus pais iriam cortar o meu pescoço. Eu pensei em assinar o papel e entregar, pensei em pedir pra algum colega fazê-lo, mas optei pela honestidade.
-Pai, fui suspenso. - Disse assim que cheguei em casa.
-COMO É??????????????? FOI SUSPENSO PORQUE?????????????????????????
Contei a história toda pra ele, que embora estivesse muito revoltado, me deu um desconto porque eu era "réu-primário" e porque contei a verdade. Ele assinou o papel e me fez prometer que nunca mais iria perturbar nenhum colega.
Eu prometi, mas nunca cumpri a promessa...
Nota:
Duas semanas depois, um colega chamado Marcello tentou atingir Ian da mesma forma, só que a diferença é que ele estava do outro lado da sala e a borracha teria de fazer uma parábola.
Resultado: acertou a cabeça da professora de geografia, que até hoje procura quem foi o autor do disparo.
domingo, 27 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Eu vou descer as cataratas n'um barril...
Um dia depois da segunda prova da primeira fase da UFBA do ano passado, eu recebi um telefonema:
-Alô, Lucas?
-Alô, quem fala?
-É Tiago, da S-Video, lembra de mim?
-Diga aí, cara!
-Bem, a gente viu seu teste aqui e queríamos chamar você pra conversar, você pode vir aqui amanhã?
-Posso.
Em setembro eu tinha feito um teste lá e depois de 2 meses de espera (confesso que nem me lembrava mais) eu fui chamado. No outro dia eu estava lá, conversando com meu novo patrão, Anderson. Depois de uns 20 minutos de explicações de como funcionava a empresa, o perfil dos clientes e etc. Ele mandou eu descer pra aprender minhas novas funções.
Fiquei dando uma olhada na locadora, quando um baixinho cabeçudo veio falar comigo, o nome dele era Eduardo.
-E aí, bicho? Você faz o que?
-Engenharia, tô no segundo semestre.
-Ah é? Legal, eu e ele (apontou pro outro funcionário) estamos no segundo semestre, fazemos Sistemas de Informação na Hélio Rocha.
O outro funcionário era aquele que virou uma lenda durante o verão daquele ano. O lendário Victor Costa Ramos, que depois foi apelidado carinhosamente de Vituxo.
Enquanto eles me explicavam o funcionamento da locadora, entrou um gordinho falando pelos cotovelos.
-Porra, man, essa locadora tá uma merda, queriam que eu trabalhasse hoje! Olhe pra isso! Um dia depois da UFBA! Eu preciso descançar! Tá vendo isso aqui? (apontou pro próprio braço, que tinha uma marca roxa) Isso aqui foram ar mulé, porra!
Todos riram e eu fiquei sem entender nada, então ele continuou:
-Olhe (apontou pra mim), vou parar de falar, pra não assustar você.
Eu fiquei sem entender nada do que aquele gordinho falava, mas logo que ele saiu, Victor virou pra mim e disse:
-Esse é Bernardo, ele trabalha aqui.
Nesse dia eu conheci as duas maiores lendas do verão de 2008/2009, eu, Bernardo e Victor. Nós fizemos várias coisas que eu irei lembrar pro resto da minha vida, e talvez um dia eu aprofunde mais aqui no blog.
Fiz essa introdução pra contar de um dos dias mais loucos que já vivi nestes meus 20 anos de existência.
Minha prima paranaense Cristhiane tinha vindo passar o reveillon aqui em Salvador, poucos dias antes, estavamos com ela em uma festa e combinamos de ir a praia. Eu fui dormir na casa de Bernardo e de lá iríamos pra praia logo cedo. Fomos dormir tarde, acordamos cedo, pegamos o ônibus amarelo e fomos.
Fomos à praia de Stella Mares, eu, Cris, Bernardo, Fred e um amigo de Cris.
No meio do caminho, eu me lembrei que naquele dia era o aniversário de uma amiga chamada Irina, que seria comemorado lá no Chuleta mas não dei importância ao fato e fomos a praia.
Enquanto estávamos na praia, Irina me ligou:
-VOCÊ VAI HOJE, NÉ? (Perguntou ela gritando)
-Pô, Riri, não sei... hoje eu tenho que trabalhar 18 horas e eu ainda estou na praia de Stella. (Deviam ser umas 11 horas)
-NÃO QUERO SABER, SE VOCÊ NÃO FOR, EU VOU FICAR MUITO PUTA COM VOCÊ.
Não tinha jeito, eu teria de ir, o aniversário estava marcado pra 15 horas, saímos da praia 13, pegamos o ônibus amarelo de novo e voltamos pra fazer o percursso mais longo que já fiz dentro de um transporte coletivo urbano.
Durante o caminho, todos foram saindo e pra minha sorte, Bernardo tinha aceitado o desafio de sair de Stella Mares 13 horas, passar no Chuleta, e voltar pra Pituba pra trabalhar ás 18. Ao chegarmos no chuleta, não encontramos ninguém.
-Man! Fudeu! Vamos voltar. - Disse Bernardo.
-Não, man. Se eu disser que vim aqui e voltei, é aí que Irina vai me odiar pro resto da vida.
-Mas e daí? Ela não chegou na hora!
Depois de 15 minutos de reflexão sentados no meio-fio, ouvimos umas vozes.
Nossa falta de experiência "chuletística" era tão grande, que nós não sabíamos que o bar tinha dois andares. Ao subirmos as escadas, encontramos quase todo mundo lá, tomando cerveja e rindo alto dos dois imbecis que pensaram que não tinha ninguém.
Depois de algumas cervejas e algumas gargalhadas, pegamos nosso ônibus, e voltamos pra nossas casas, onde iríamos nos aprontar pra trabalhar.
Bernardo deveria estar no trabalho ás 17 horas e eram 17:40 quando ele saiu do ônibus. Eu ainda fui pra casa, tomei banho e peguei uma carona com minha irmã.
Ao chegarmos na locadora, Tiago nos viu, não reclamou do atraso (ele sempre atrasava também) e foi embora. Eduardo também estava lá. Ele deveria ter trocado com Bernardo ás 17 horas, já passavam dás 18:30 e ele estava lá, sorrindo.
Como eu e Bernardo trabalhamos quase sempre juntos, nós já tínhamos vários códigos pra nos referirmos aos clientes, e tínhamos também nossos clientes preferidos.
Um desses clientes preferidos era Stephanie, que ia sempre na locadora acompanhando sua mãe, as duas transbordavam simpatia.
Em um dado momento daquela longa noite de trabalho, um carro parou no estacionamento. Quando a porta abriu, Stephanie saiu de dentro do carro, sozinha.
Depois de um dia tão inimaginável, depois de ir "de farol a farol" de ônibus, algo estava nos recompensando.
Não sei o que a levou a ir sozinha, mas também depois daquele dia, eu nunca mais a vi, nem ela, nem a mãe...
Esse tipo de mistério, a física quântica e toda a humanidade jamais conseguirão desvendar...
-Alô, Lucas?
-Alô, quem fala?
-É Tiago, da S-Video, lembra de mim?
-Diga aí, cara!
-Bem, a gente viu seu teste aqui e queríamos chamar você pra conversar, você pode vir aqui amanhã?
-Posso.
Em setembro eu tinha feito um teste lá e depois de 2 meses de espera (confesso que nem me lembrava mais) eu fui chamado. No outro dia eu estava lá, conversando com meu novo patrão, Anderson. Depois de uns 20 minutos de explicações de como funcionava a empresa, o perfil dos clientes e etc. Ele mandou eu descer pra aprender minhas novas funções.
Fiquei dando uma olhada na locadora, quando um baixinho cabeçudo veio falar comigo, o nome dele era Eduardo.
-E aí, bicho? Você faz o que?
-Engenharia, tô no segundo semestre.
-Ah é? Legal, eu e ele (apontou pro outro funcionário) estamos no segundo semestre, fazemos Sistemas de Informação na Hélio Rocha.
O outro funcionário era aquele que virou uma lenda durante o verão daquele ano. O lendário Victor Costa Ramos, que depois foi apelidado carinhosamente de Vituxo.
Enquanto eles me explicavam o funcionamento da locadora, entrou um gordinho falando pelos cotovelos.
-Porra, man, essa locadora tá uma merda, queriam que eu trabalhasse hoje! Olhe pra isso! Um dia depois da UFBA! Eu preciso descançar! Tá vendo isso aqui? (apontou pro próprio braço, que tinha uma marca roxa) Isso aqui foram ar mulé, porra!
Todos riram e eu fiquei sem entender nada, então ele continuou:
-Olhe (apontou pra mim), vou parar de falar, pra não assustar você.
Eu fiquei sem entender nada do que aquele gordinho falava, mas logo que ele saiu, Victor virou pra mim e disse:
-Esse é Bernardo, ele trabalha aqui.
Nesse dia eu conheci as duas maiores lendas do verão de 2008/2009, eu, Bernardo e Victor. Nós fizemos várias coisas que eu irei lembrar pro resto da minha vida, e talvez um dia eu aprofunde mais aqui no blog.
Fiz essa introdução pra contar de um dos dias mais loucos que já vivi nestes meus 20 anos de existência.
Minha prima paranaense Cristhiane tinha vindo passar o reveillon aqui em Salvador, poucos dias antes, estavamos com ela em uma festa e combinamos de ir a praia. Eu fui dormir na casa de Bernardo e de lá iríamos pra praia logo cedo. Fomos dormir tarde, acordamos cedo, pegamos o ônibus amarelo e fomos.
Fomos à praia de Stella Mares, eu, Cris, Bernardo, Fred e um amigo de Cris.
No meio do caminho, eu me lembrei que naquele dia era o aniversário de uma amiga chamada Irina, que seria comemorado lá no Chuleta mas não dei importância ao fato e fomos a praia.
Enquanto estávamos na praia, Irina me ligou:
-VOCÊ VAI HOJE, NÉ? (Perguntou ela gritando)
-Pô, Riri, não sei... hoje eu tenho que trabalhar 18 horas e eu ainda estou na praia de Stella. (Deviam ser umas 11 horas)
-NÃO QUERO SABER, SE VOCÊ NÃO FOR, EU VOU FICAR MUITO PUTA COM VOCÊ.
Não tinha jeito, eu teria de ir, o aniversário estava marcado pra 15 horas, saímos da praia 13, pegamos o ônibus amarelo de novo e voltamos pra fazer o percursso mais longo que já fiz dentro de um transporte coletivo urbano.
Durante o caminho, todos foram saindo e pra minha sorte, Bernardo tinha aceitado o desafio de sair de Stella Mares 13 horas, passar no Chuleta, e voltar pra Pituba pra trabalhar ás 18. Ao chegarmos no chuleta, não encontramos ninguém.
-Man! Fudeu! Vamos voltar. - Disse Bernardo.
-Não, man. Se eu disser que vim aqui e voltei, é aí que Irina vai me odiar pro resto da vida.
-Mas e daí? Ela não chegou na hora!
Depois de 15 minutos de reflexão sentados no meio-fio, ouvimos umas vozes.
Nossa falta de experiência "chuletística" era tão grande, que nós não sabíamos que o bar tinha dois andares. Ao subirmos as escadas, encontramos quase todo mundo lá, tomando cerveja e rindo alto dos dois imbecis que pensaram que não tinha ninguém.
Depois de algumas cervejas e algumas gargalhadas, pegamos nosso ônibus, e voltamos pra nossas casas, onde iríamos nos aprontar pra trabalhar.
Bernardo deveria estar no trabalho ás 17 horas e eram 17:40 quando ele saiu do ônibus. Eu ainda fui pra casa, tomei banho e peguei uma carona com minha irmã.
Ao chegarmos na locadora, Tiago nos viu, não reclamou do atraso (ele sempre atrasava também) e foi embora. Eduardo também estava lá. Ele deveria ter trocado com Bernardo ás 17 horas, já passavam dás 18:30 e ele estava lá, sorrindo.
Como eu e Bernardo trabalhamos quase sempre juntos, nós já tínhamos vários códigos pra nos referirmos aos clientes, e tínhamos também nossos clientes preferidos.
Um desses clientes preferidos era Stephanie, que ia sempre na locadora acompanhando sua mãe, as duas transbordavam simpatia.
Em um dado momento daquela longa noite de trabalho, um carro parou no estacionamento. Quando a porta abriu, Stephanie saiu de dentro do carro, sozinha.
Depois de um dia tão inimaginável, depois de ir "de farol a farol" de ônibus, algo estava nos recompensando.
Não sei o que a levou a ir sozinha, mas também depois daquele dia, eu nunca mais a vi, nem ela, nem a mãe...
Esse tipo de mistério, a física quântica e toda a humanidade jamais conseguirão desvendar...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Não foi preciso ir ao shopping...
O ano de 2003 foi um divisor de água na minha vida. Acho que minha história é dividida em antes e depois desse ano.
Por alguns motivos que prefiro manter ocultos, eu mudei de turno no colégio.
A turma que eu estudei durante 6 anos estava ficando pra trás, e agora era hora de desbravar novos horizontes.
O colégio em que eu estudava parecia ser dividido em dois, de manhã era um colégio, e de tarde, outro, de igual só a farda mesmo, porque as pessoas e a "vibe" eram completamente opostas.
Estudar de tarde era muito mais legal, por ter menos turmas e menos alunos, as pessoas se conheciam, não só os alunos, mas os funcionários e professores também conheciam os alunos, isso dava um astral muito melhor, as minhas tardes passaram a ser muito mais agradáveis.
Nesse mesmo ano eu conheci Lílian e Marília. Em pouco tempo, eu, Lílian e Marília viramos grandes amigos, quase carne e unha, passávamos sempre as tardes juntos, com certeza foi uma excelente época.
Em um certo dia, Lílian disse estar viciada em uma música:
-O nome é Meu Primeiro All-Star, baixe é muito massa!
Como eu estava sendo iniciado no punk rock world, resolvi procurar pela tal banda. Cheguei em casa, entrei no saudoso mIRC e pedi pra Paulo Sérgio, irmão de Lílian e conhecido como MoiC4No_, me passar as músicas daquela banda que a irmã dele tanto falava.
Lembro que ele me passou links pra baixar Meu Primeiro All-Star, 43 e Copo D'Água, que eu não sabia, mas era do primeiro disco deles em português, o Taito.
Depois desse dia eu viciei. Baixei várias músicas (essa era a época de download de mp3 aleatórias) e fiquei ouvindo aquelas músicas por um bom tempo.
No final do ano de 2004, eu fui convidado a integrar uma banda com uns amigos, essa banda iria tocar músicas do Carbona, e foi aí que o vício começou.
Começei a ouvir várias músicas, caçei todos os discos no Soulseek, mp3s de músicas nunca lançadas, depois comprei todos os discos, dentre outras coisas. Viciei e nunca mais deixei de ouvir.
Muitas pessoas me julgam (sem motivo) por ser tão fã assim, dizem que Carbona é uma merda, que é chato, perguntam como eu consigo ouvir sempre as mesmas músicas com as mesmas notas.
A resposta é óbvia: Eu parto do princípio que a música tem que ser boa, independente de qualquer coisa.
O carbona, na minha opinião, é uma banda que tem melodias simples porém muito bonitas e energicas! A banda ao vivo é sensacional! Uma vibe da porra!
Pra mim rock é isso. É energia! Distorção no talo, baixo sem farofar e bateria reta!
Aquilo de sempre, exatamente como Joey, Dee Dee e CIA ensinaram. =)
Por alguns motivos que prefiro manter ocultos, eu mudei de turno no colégio.
A turma que eu estudei durante 6 anos estava ficando pra trás, e agora era hora de desbravar novos horizontes.
O colégio em que eu estudava parecia ser dividido em dois, de manhã era um colégio, e de tarde, outro, de igual só a farda mesmo, porque as pessoas e a "vibe" eram completamente opostas.
Estudar de tarde era muito mais legal, por ter menos turmas e menos alunos, as pessoas se conheciam, não só os alunos, mas os funcionários e professores também conheciam os alunos, isso dava um astral muito melhor, as minhas tardes passaram a ser muito mais agradáveis.
Nesse mesmo ano eu conheci Lílian e Marília. Em pouco tempo, eu, Lílian e Marília viramos grandes amigos, quase carne e unha, passávamos sempre as tardes juntos, com certeza foi uma excelente época.
Em um certo dia, Lílian disse estar viciada em uma música:
-O nome é Meu Primeiro All-Star, baixe é muito massa!
Como eu estava sendo iniciado no punk rock world, resolvi procurar pela tal banda. Cheguei em casa, entrei no saudoso mIRC e pedi pra Paulo Sérgio, irmão de Lílian e conhecido como MoiC4No_, me passar as músicas daquela banda que a irmã dele tanto falava.
Lembro que ele me passou links pra baixar Meu Primeiro All-Star, 43 e Copo D'Água, que eu não sabia, mas era do primeiro disco deles em português, o Taito.
Depois desse dia eu viciei. Baixei várias músicas (essa era a época de download de mp3 aleatórias) e fiquei ouvindo aquelas músicas por um bom tempo.
No final do ano de 2004, eu fui convidado a integrar uma banda com uns amigos, essa banda iria tocar músicas do Carbona, e foi aí que o vício começou.
Começei a ouvir várias músicas, caçei todos os discos no Soulseek, mp3s de músicas nunca lançadas, depois comprei todos os discos, dentre outras coisas. Viciei e nunca mais deixei de ouvir.
Muitas pessoas me julgam (sem motivo) por ser tão fã assim, dizem que Carbona é uma merda, que é chato, perguntam como eu consigo ouvir sempre as mesmas músicas com as mesmas notas.
A resposta é óbvia: Eu parto do princípio que a música tem que ser boa, independente de qualquer coisa.
O carbona, na minha opinião, é uma banda que tem melodias simples porém muito bonitas e energicas! A banda ao vivo é sensacional! Uma vibe da porra!
Pra mim rock é isso. É energia! Distorção no talo, baixo sem farofar e bateria reta!
Aquilo de sempre, exatamente como Joey, Dee Dee e CIA ensinaram. =)
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